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22 de agosto de 2013

Moda para assistir

Cinema. Arte que encanta, desenvolve fascínio sobre quem o assiste. Você certamente já se emocionou algumas vezes ao ver um belo filme, ficou “quebrando a cabeça” tentando entender a mensagem que ele passava e ainda se deixou influenciar por ele. Filmes podem nos inspirar de várias formas. 

Desde 28 de Dezembro de 1895, quando os irmãos Auguste e Louis Lumiére exibiram. “L'Arrivée d'un Train à La Ciotat” para pouco mais de 30 pessoas no Salão Grand Café, em Paris, são produzidas no mundo por ano mais de 20 000 produções cinematográficas. Maior parte delas na capital mundial da indústria do cinema, Hollywood. 

James Dean

O cinema sempre teve o poder de propagar, difundir uma moda. É como uma vitrine que através de seus personagens dita o que vestir. Tudo pode virar moda, desde o figurino até o modo de agir, fazendo com que o espectador iguale-se ao ator.  Vamos relembrar alguns filmes e personagens que foram responsáveis por ditar moda no passado.


Selvagem (The Wild One) 1953
Algumas pessoas acreditam que a combinação camiseta básica branca e jaqueta de couro tinha sido usada no cinema pela primeira vez em por James Dean em 1955.  A verdade é que em 1953, Laslo Benedek, dirigiu Marlon Brando como Johnny Strabler no drama “O Selvagem” com essas peças e um chapéu inclinado. Johny era o líder da gangue de motociclistas chamada Black Rebels Motorcycle Club e pilotava uma Triumph Thunderbird 6T. Brando inspirou milhares de jovens na época, inclusive Elvis Presley que imitou sua aparência no filme “Jailhouse Rock”.


Juventude Transviada (Rebel Without a Cause) 1955
Em 1955 o primeiro bad boy do cinema apareceu. Jim Stark, interpretado por James Dean, era um garoto de 17 anos que se sentia incompreendido pelos pais, fazia arruaça e se embriagava vestindo uma jaqueta vermelha, camiseta branca e jeans. A camiseta branca era um símbolo de rebeldia da juventude nessa época. O filme ficou famoso pela criação de identidades, mitos e modelos de uma juventude que começava a se rebelar.


Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) 1971
Obra-prima de Stanley Kubrick, clássico do cinema e cultuado no mundo todo, Laranja Mecânica traz mais um jovem rebelde às telonas. Desta vez é Alexander DeLarge, interpretado por Malcolm McDowell. Alex é irreverente, atrevido, ouve música clássica e mente para seus pais para que possa faltar na escola além de ser líder de uma gangue de arruaceiros que vestiam calças, camisas e suspensórios brancos, botas pretas e chapéus também pretos. O filme colocou em xeque o modo de educar os jovens e de lidar com a delinquência. Cenários com cores vivas, o visual futurista, e a trilha sonora que já continha elementos da música eletrônica, são característicos do início da década de 1970. 


Shaft (Shaft) 1971
John Shaft: detetive e playboy. Interpretado por Richard Roundtree, Shaft era um homem negro nas ruas de NY tentando encontrar a filha de um mafioso. Vestia jaquetas de couro, camisetas de gola alta e se tornou um ícone da moda para os negros daquela época. Dirigido por Gordon Parks, Shaft foi o primeiro herói negro do cinema.


Gigolô Americano (American Gigolo) 1980
Julian é um gigolô muito bem pago que vive em Bervelly Hills e só atende mulheres ricas. Foi interpretado por Richard Gere, mas foi oferecido a Christopher Reeve e John Travolta. Ambos recurasam o papel por ser um personagem ousado demais. Giorgio Armani cuidou do figurino do gigolô.


James Bond (1962-2012)
Aqui não vamos falar de um filme, mas sim de um personagem presente em 22 filmes oficiais e que já tem 50 anos. James Bond é o cara. Não importa quem o interprete. É o personagem masculino mais famoso e mais bem vestido do cinema. De Sean Connery em 1962 a Daniel Craig em 2012, Bond tornou-se uma referência de estilo luxuoso. De terno, smoking, com camisa azul, ou em um visual mais casual quando não está em alguma missão, James é sempre muito elegante. Nos últimos dois filmes da franquia, quem o vestiu foi Tom Ford.


Estes são só alguns dos muitos filmes que me lembrei. Talvez nem sejam os mais importantes quando o assunto é moda masculina e a sua relação com o cinema, mas certamente contribuiram.  Muitos outros filmes mereciam estar aqui também, alguns deles bem recentes, mas podemos falar deles em uma próxima oportunidade.

Moda e cinema são duas indústrias que unidas transformam o cotidiano em poesia criando tendências mundo afora. Se você gosta de moda e cinema e ainda não viu algum desses filmes, fica a dica.


Gustavo Topolansky, 21, estudante de design gráfico, vive em São Paulo, e acredita que é possível conhecer uma pessoa pelo sapato que ela calça. Escreve quinzenalmente, às quintas, aqui no Dândi Moderno.

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