18 de janeiro de 2013

A Moda tem idade?


E aí pessoal!?

Essa semana eu estava muito pensativo em relação a esse tema: "Moda tem idade?", a sua idade, de alguma maneira, define o que você pode ou deve vestir?

Longe de chegar a uma conclusão objetiva, eu sou obrigado a aceitar que a resposta é "SIM"! Mas como isso?

Deixa eu explicar melhor as coisas, eu acabo de completar 32 anos (ohhhhhhh!), e tenho percebido que meus gostos foram naturalmente mudando...não de forma que eu pudesse perceber cada mudança, mas quando você pára para analisar, percebe que não está mais como antes e embora minha aparência ainda não tenha acompanhado a cronologia dos meus documentos... minhas idéias começam a dar sinais de que amadurecer é inevitável, e isso influi naturalmente na maneira como eu me visto. Muito devido ao que eu acredito que a Moda signifique, para mim ela é um instrumento de comunicação do indivíduo com a sociedade (e muitas outras coisas), e tem chegado a hora de me comunicar de maneira diferente ou ainda transmitir idéias diferentes.

Vejam só, mesmo trabalhando em um ambiente descontraído e com pouca formalidade, eu enxergo que as pessoas que se vestem de forma mais madura são vistas como mais competentes e mais responsáveis com mais facilidade. Explico, quem se veste de maneira mais informal tem que se esforçar muito mais para que as demais pessoas a reconheçam como responsável, comprometida e etc... não que não seja possível de ocorrer, mas exigirá do "descontraído fashion" muito mais empenho e esforço.


A Moda Masculina tem facilitado as coisas, não é difícil perceber uma adultização das crianças e adolescentes, são mini adultos, com isso a imagem do homem não passa por transformações muito marcantes entre os 16 e os 40...

Um dia antes do meu aniversário eu retirei o alargador, que eu havia colocado há poucos meses... sabe aquelas vontades que você tem há muito tempo, tanto tempo que quando você a realiza, passada a euforia inicial da conquista, você percebe que aquele item não te representa mais... ou te representa tão pouco que você não está disposta a pagar o preço da "transgressão" para ostentar esse capricho.

Chegamos a um ponto importante, a sociedade e a maneira como ela está estruturada nos oprime sim, nos obriga sim, a cumprir requisitos e comportamentos que são implicita e explicitamente cobrados de nós diariamente.

Até onde eu pude chegar em meus pensamentos, concluí (mesmo que parcialmente) que o importante é ter claro para sí que mensagem você quer transmitir e como os interessados irão recebê-la.

Não estou aqui dizendo que as pessoas têm que encaretar, encoxinhar, entristecer a medida que os anos vão passando. Mas acredito que se deve ter uma postura madura e responsável que seja mais adequada a a cada idade, ao ambiente que frequenta e finalmente da opinião das pessoas que você considera importantes! (nunca será possível agradar a todos, mas tenho certeza que algumas pessoas tem uma opinião que você leva muito mais em conta do que as demais!)


Você que chegou até aqui vai pensar, poxa, o que esse cara quis dizer com tudo isso? Honestamente, nem eu sei direito, e acho que esse post foi escrito muito mais para mim do que para os leitores... me desculpem pelo egoísmo de hoje, e deixem suas opiniões nos comentários (com carinho por favor)!

Abraço,

Dândi

Um comentário:

  1. Cara, adorei o seu "post pra você mesmo"... mas com certeza foi pra mim também. Passei 2 anos na sua frente (tenho 34, quase 35!), e realmente foi o que aconteceu comigo. A gente amadurece, e com isso o nosso estilo amadurece com a gente também. As cores - antes exageradas - ainda fazem parte, mas de maneira pensada. Um blazer, um sapato mais formal no lugar do tênis, um cardigan (que eu tinha horror quando jovem) já começam a combinar mais com o que a gente é. E, realmente, um cara vestido de forma mais madura, formal, acaba tendo mais chances e credibilidade no mundo empresarial/comercial. Até a juventude, quando a gente tá procurando o nosso espaço, o que a gente realmente quer ser/fazer, essa preocupação (roupa descontraída) não faz parte da nossa mente. Mas, quando a gente já decidiu o que quer ser, o que quer fazer, e onde quer chegar, pesa sim. Mas nem por isso a gente tem que "tiozar", ou começar a se vestir como bancário (não me interpretem mal, mas a imagem que eu tenho de um cara super aprumadinho é a de bancário). Amadurecer sim, mas sem perder a ternura! kkkkkkk... Parabéns pelo post - e pelo blog, sempre!

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São Paulo, Brazil
PÓS-GRADUADO EM MODA E CRIAÇÃO - Faculdade Santa Marcelina - SP personal stylist, CONSULTOR DE MODA e editor de moda